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Aula/Dojo na UENF!

Coding Dojo Symbol


Bom pessoal, venho aqui falar da grande iniciativa do pessoal de alunos sexto período de Ciência da Computação e Informática (Hugo Maia, Eduardo Hertz e Max) a pedirem à coordenadora do curso para ministrarem as aulas de Laboratório de Programação e além disso, em forma de Dojo. Eles desenvolvem em Ruby on Rails para a própria faculdade e são adeptos do agilismo, além de participar de grupos como o DojoRio.

Eu não pude permanecer durante muito tempo na aula deles, pois tinha aula de Estruturas de Dados 2 no mesmo horário, mas vou fazer um pequeno relato sobre a aula.

Quando os alunos entraram na sala e viram o pessoal do sexto período eles estranharam, porque a matéria seria ministrada pela coordenadora do curso. Então ele explicou que os veteranos iriam ministrar aulas de programação em forma de Coding Dojo para essa matéria. Terminada a explicação sobre a matéria, eles começaram com uma apresentação muito boa sobre o Dojo, de maneira geral, pro pessoal pegar a alma do negócio.

Ao fim da apresentação eles já foram convocados a meter a mão na massa! O problema do Fizz Buzz foi escolhido por ser bom para um primeiro Dojo e a linguagem foi Ruby. Achei a escolha da linguagem perfeita: Ruby é simples e expressivo o suficiente para deixar de longe as dores de cabeça de uma linguagem acadêmica/científica, como Pascal ou C, e permitir que a pessoa que esteja programando preste mais atenção no problema.

Primeiro os próprios “professores” participaram no Dojo, para ensinarem, na prática, a dinâmica aos alunos. Dai em diante eles foram chamando os alunos a participarem. No início todos tinham um pouco de vergonha e medo de não saber a sintaxe da linguagem, apesar disso, quando o primeiro foi participar, viu que é simples. Afinal, todos estão na aula/dojo para aprender. Hugo, Eduardo e Max precisavam estar participando as vezes para colocar os alunos nos trilhos e para programar  nas partes que envolviam questões de orientação a objetos (essa é uma matéria do quarto período), mas a participação deles deve diminuir conforme as aulas forem passando.

Um ponto interessante é que a pontuação da matéria é baseada em presença e participação. Não que seja com a intenção de “enfiar” o Dojo e algumas técnicas de agilismo na cabeça dos alunos, mas sim mostrar a eles um conceito novo e faze-los ter conhecimento sobre ele para depois julgar como queiram.

Estive matutando durante a aula/dojo e cheguei a conclusão que esse tipo de aula é muito importante! Os alunos aprenderão a desenvolver algoritmos de uma maneira bem interessante e produtiva, uma nova linguagem (Ruby), novos e promissores métodos de desenvolvimento. E além disso estarão aprendendo coisas que verão em matérias seguintes sem saber, facilitando para eles quando chegarem a tal matéria.

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